O último Pôr-do-sol

A onda ainda quebra na praia,
Espumas se misturam com o vento.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
pensando nós dois.

Eu lembro a concha em seu ouvido,
Trazendo o barulho do mar na areia.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
Por entre as ruínas de santa cruz lembrando nós dois

Os edifícios abandonados,
As estradas sem ninguém,
Óleo queimado, as vigas na areia,
A lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos,
Por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas

Pois no dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém,
O último homem no dia em que o sol morreu

Me sinto tão triste e só vendo meu sol morrer... E nada que eu faça adianta! Nada acalma essa dor!

1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    Eu amo tudo o que foi, tudo o que já não é.
    A dor que já me não dói, a antiga e errônea fé.
    O ontem, que dor deixou. O que deixou? Alegria.
    Só porque foi e voou. E hoje é já outro dia.

 
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